Nosso cérebro e a projeção de ambiente: saiba mais sobre a neuroarquitetura 

Você já chegou em algum lugar (uma loja, escritório ou até mesmo uma casa) que tenha te dado uma sensação de bem-estar, equilíbrio e paz? 

O mesmo vale para o exato oposto: algum lugar já te deixou intimidado(a), com uma sensação estranha ou inseguro(a)?

Não é impressão sua. É cientificamente comprovado que a projeção de ambientes é capaz de exercer influência sobre o cérebro. 

Segundo os especialistas, um ambiente com as disposições corretas de cores, formas e objetos pode tornar os indivíduos com maior ideia de bem-estar e até mais produtivos, enquanto o oposto tende a ocorrer com ambientes mal planejados. 

E a área que estuda exatamente essa relação é a neuroarquitetura

Portanto, qualquer que seja o ambiente, mas especialmente em escritórios, pensar no impacto da projeção de espaços é fundamental para o resultado final. 

Desse modo, não basta pensar apenas nas preferências estéticas, mas também no resultado que a união dos elementos trarão para o ambiente. 

Como os ambientes impactam o cérebro?

O tema não é uma novidade, já que há décadas existe a preocupação com a relação entre os ambientes de trabalho e a produtividade, por exemplo. 

No entanto, apenas recentemente estudos foram aprofundados nesta área, dando origem a chamada neuroarquitetura. 

Passamos cerca de 90% das nossas vidas dentro de ambientes, logo, é essencial que a relação entre ele e a saúde mental seja positiva. 

Para entender a forma como os ambientes impactam pessoas, é importante entender como funciona o cérebro humano. 

Através de pesquisas em parceria com neurocientistas, foi percebido que as cores, formas, cheiros, sons e tudo que compõe o ambiente interfere diretamente na atividade cerebral. 

Com isso, a projeção de ambientes é capaz de aumentar a produtividade, o senso colaborativo, a sensação de bem-estar, além de reduzir o estresse. 

Portanto, essa é, acima de tudo, uma questão de qualidade de vida, que tem efeito direto no trabalho desempenhado pelos seus colaboradores.

Aproveite que nós escrevemos um material sobre como montar um escritório pensando na produtividade para saber mais sobre o assunto!

Boas práticas na projeção de ambientes

Um ambiente produtivo, de acordo com a neuroarquitetura, não é necessariamente informal, nem monocromático. 

Trata-se da união de boas práticas de projeção de espaços que, juntas, trazem um resultado extremamente positivo à relação entre as pessoas e o ambiente. 

  • Entradas de ar e luz

Estes são os primeiros pilares de um ambiente bem planejado. A entrada de luz natural favorece a circulação de ar no ambiente,  ajuda a apreciar a vista, além de tornar o espaço mais leve. 

Ambientes bem ventilados e com iluminação natural auxiliam na sensação de bem-estar e, consequentemente, na produtividade. 

  • Toque de natureza

Por falar em leveza, as plantas possuem papel fundamental neste quesito. Existem diversas formas de integrá-las ao cenário, resultando em um ambiente fresco e relaxante. 

  • Escolha da iluminação

Nas áreas onde não é possível ter a presença da luz natural, pensar na tonalidade das lâmpadas é crucial. 

Enquanto as de tons quentes favorecem a integração, as de tom frio auxiliam na concentração. 

  • Escolha de cores

Segundo estudos, os ambientes mais claros tendem a favorecer a produtividade. No entanto, isso não significa ausência de cor. 

Pelo contrário, inserir pontos estratégicos de cor ajudam a tornar o ambiente mais colaborativo, descontraído e alegre. 

Neste sentido, a cromoterapia pode ser útil aliando a percepção dos tons sobre a mente humana. 

  • Organização

De nada adianta todos os cuidados acima se o ambiente for uma bagunça. Para maior produtividade e sensação de bem-estar é importante que o ambiente seja limpo, sem objetos “entulhados” e, principalmente, organizado. A produtividade agradece. 

 

Existe um passo a passo para montar um ambiente baseado na neuroarquitetura?

 

Não, para estruturar um ambiente que leve a neuroarquitetura como norte, é preciso muita pesquisa e um excelente planejamento.

Está longe de ser um trabalho que é possível se basear em fórmulas, por se tratar de um campo muito amplo. É preciso deixar a ansiedade de lado e trabalhar com calma.

É necessário, por exemplo, entender que cada caso é um caso e deve ser estudado individualmente. Afinal, as necessidades de um pode não ser a necessidade de outro.

Um escritório de advocacia dificilmente terá a mesma demanda de um escritório voltado para a tecnologia. Da mesma forma, uma loja será diferente de um consultório.

Portanto, é preciso que o profissional procure buscar entender quais são as demandas do cliente, assim como as dificuldades do ambiente, para que ele trabalhe em cima de soluções.

Cabe ao cliente detalhar os objetivos da empresa, o dia a dia de trabalho, a visão do empreendimento, quais são os desafios diários e o que é esperado do local.

Um escritório baseado na neuroarquitetura, levará alguns pontos em consideração. Tais como:

  • Iluminação (natural e artificial);
  • A acústica do ambiente;
  • A privacidade necessária;
  • As possibilidades de interação (entre pessoas e entre elementos);
  • A necessidade de privacidade.

Em resumo, podemos afirmar que a neuroarquitetura é definida em quatro princípios básicos:

  • Sensação e percepção: o foco está na visão e no olfato;
  • Aprendizado e memória: o foco está nas formas e movimento;
  • Tomada de decisão: o foco está em reduzir o número de pequenas decisões que realizamos ao longo do dia;
  • Novas experiências: o foco está em reorganizar elementos, assim como experimentar novas cores. Combinar sofás com uma mesa e cadeiras é um exemplo.

 

Neuroarquitetura: vale a pena?

A neurociência está cada vez mais ganhando destaque nas mais variadas áreas e com a arquitetura não poderia ser diferente. 

A neuroarquitetura oferece um grande potencial para a área e ainda há muito o que se descobrir sobre ela. 

Por isso são feitas palestras voltadas para o tema pelo menos duas vezes ao ano, onde os profissionais podem discutir e trocar informações sobre essa forma de pensar ambientes.

Apesar da prática ainda ser vista como novidade para muitos profissionais e clientes, a neuroarquitetura é, sem sombra de dúvidas, extremamente benéfica. 

O ambiente escolar, universitário ou um espaço dedicado ao saber, por exemplo, pode ter muitos benefícios ao basear seus projetos na neurociência.

Como visto ao longo do texto, o ambiente tem ligação com nosso emocional, e a construção de um espaço pensado para tais necessidades, tem o poder de estimular nosso cérebro.

Consultórios médicos são outros espaços que podem se beneficiar – e muito – da neuroarquitetura, afinal:

  • Precisam construir um ambiente que promova a calma, a confiança e a sensação de bem-estar, já que muitas pessoas possuem receio de ir ao médico, além de ser um espaço para tratar de situações sensíveis;
  • Ao mesmo tempo, necessitam construir um consultório que seja prático e voltado para as necessidades dos pacientes que ali frequentam. Um consultório oftalmológico, ortopédico ou psicológico são excelentes exemplos.

Seguindo o mesmo raciocínio, os ambientes corporativos podem ser construídos não só pensando na produtividade, mas também para transmitir uma sensação boa a quem frequenta aquele espaço.

Afinal, quando estamos em um ambiente em que nos sentimos bem, acolhidos e seguros, tendemos a aproveitar mais aquele tempo, aumentando os níveis de produção e felicidade em estar ali. 

E para saber mais sobre neuroarquitetura, e ficar a par das novidades da área, além de eventos voltados para o campo, clique aqui.

A Mirage Móveis é uma empresa carioca voltada para móveis corporativos. Veja nosso catálogo e conheça nossos produtos!